terça-feira, 9 de abril de 2013

Perdida em meus pensamentos fiquei por um tempo... só me dei conta de que o Sol tinha continuado sua caminhada pelo céu quando senti o seu forte calor em meu rosto. Já eram quase 11 horas. Quase hora do almoço.

Ah! o almoço... o que fazer, como fazer? Pensei em começar a reclamar da vida... por que eu? por que isso? pra que me colocar nesta situação?

Claro que imediatamente parei. Afinal eu tinha culpa no cartório... meu passado me condenava; então se a vida me impingia sofrimento era para me depurar, purificar... eu precisava disso. Tudo bem, mas e meu filho? O pequeninho não tem culpa de nada... o erro é meu... que seja eu a castigada.

Ainda pensando assim e num começo de revolta me levantei e segui na direção do meu pequeno.

Uma gostosa gargalhada me fez parar. Olhei na direção da gangorra e vi uma menininha com sua mãe. A mãe segurava na mãozinha dela e passava por todo o brinquedo, explicando o que era, de que material era feito, qual a cor. A mãe brincava: "adivinha de que cor que é?"... a menininha invariavelmente respondia "é azul" (nada na gangorra era azul).... e as duas caiam na gargalhada. A mãe pacientemente falava a cor correta.

A menininha não errava... ela simplesmente não enxergava.

Aquilo me tocou profundamente. Olhei pro meu filho e imaginei tudo o que essa garotinha não podia ver. O meu filho podia. O nosso maior problema era o almoço.

Sempre dizem que antes de reclamar a gente deve olhar pra quem está  pior. E sempre tem gente pior.

Peguei-o no colo, dei um milhão de beijos... e "vamos almoçar", falei.

Eu sabia que ia dar um jeito... eu sempre dou um jeito.

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