quarta-feira, 17 de abril de 2013

No almoço, conversamos bastante, D. Marina e eu. Seu Augusto era um homem calado... pelo menos foi o que pareceu. Mas tinha um olhar tão bondoso, gestos tão calmos, que deixavam qualquer um à vontade. Almoçou devagarinho, mastigava a comida com uma tranquilidade que nunca vi igual. Tive a impressão de estar diante de alguém que jamais havia reclamado de nada. Alguém que sabia viver. Pensei: "aí uma pessoa que faz feliz quem está por perto".

Cadu estava felicíssimo... ele adora feijão, come feijão purinho, purinho... e o da vovó Marina - como ela disse a ele que a chamasse - estava realmente delicioso. Tomou suco e mais suco... e, de sobremesa, salada de frutas.

Depois foi pra frente da TV, assistiu a uns dois ou três desenhos e adormeceu. Seu João gentilmente se ofereceu para colocá-lo no quarto que havia sido de seu filho - agora era pros netinhos.

Ajudei D. Marina a recolher a mesa... a louça sempre ficava por conta do seu João.

Enquanto Cadu dormia aproveitei pra ir rapidinho a uma loja de produtos agropecuários (que depois descobri ser a única dos cinco ou seis bairros próximos à Trindade).

Minha experiência profissional em Terra Roxa: vendedora de produtos agropecuários. Claro que não era só isso que eu fazia lá.

Com a minha formação técnica, atendia a quatro, cinco... às vezes alguns mais... agricultores em suas casas.

Amo trabalhar na terra, entendo quase tudo de terra, plantação de hortaliças, flores e outras coisas mais que você joga uma sementinha e daqui a pouquinho vira algo pra comer.

Lá fui eu ver se conseguia um trabalho.

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