No almoço, conversamos bastante, D. Marina e eu. Seu Augusto era um
homem calado... pelo menos foi o que pareceu. Mas tinha um olhar tão
bondoso, gestos tão calmos, que deixavam qualquer um à vontade. Almoçou
devagarinho, mastigava a comida com uma tranquilidade que nunca vi
igual. Tive a impressão de estar diante de alguém que jamais havia
reclamado de nada. Alguém que sabia viver. Pensei: "aí uma pessoa que
faz feliz quem está por perto".
Cadu estava felicíssimo... ele
adora feijão, come feijão purinho, purinho... e o da vovó Marina - como
ela disse a ele que a chamasse - estava realmente delicioso. Tomou suco e
mais suco... e, de sobremesa, salada de frutas.
Depois foi pra
frente da TV, assistiu a uns dois ou três desenhos e adormeceu. Seu João
gentilmente se ofereceu para colocá-lo no quarto que havia sido de seu
filho - agora era pros netinhos.
Ajudei D. Marina a recolher a mesa... a louça sempre ficava por conta do seu João.
Enquanto
Cadu dormia aproveitei pra ir rapidinho a uma loja de produtos
agropecuários (que depois descobri ser a única dos cinco ou seis bairros
próximos à Trindade).
Minha experiência profissional em Terra Roxa: vendedora de produtos agropecuários. Claro que não era só isso que eu fazia lá.
Com a minha formação técnica, atendia a quatro, cinco... às vezes alguns mais... agricultores em suas casas.
Amo
trabalhar na terra, entendo quase tudo de terra, plantação de
hortaliças, flores e outras coisas mais que você joga uma sementinha e
daqui a pouquinho vira algo pra comer.
Lá fui eu ver se conseguia um trabalho.
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