O rapaz que me atendeu na Agropecuária Terraz foi muito simpático. Era um nativo, surfista... essa foi a primeira vez que vi um surfista ao vivo... só conhecia surfistas pela TV. Minha ideia de surfista é de alguém que não está nem aí pro mundo, pras pessoas do mundo.... também pensava umas coisinhas relacionadas a drogas (ledo engano).
Que ideia mais errada. Felipe era o nome dele (era não... é). Simpático, atencioso, ouviu minha história e, se fosse por ele, eu seria contratada. Mas não era ele quem decidia, quem decidia era o dono da loja. E não havia vagas... pra eu ser contratada, ele tinha de ser demitido. E não estava nos planos deles deixar de trabalhar.
O surf era de madrugada... durante o dia o trabalho (na Agropecuária)... à noite, os estudos.
Enfim, o que quero dizer é que não foi dessa vez que consegui emprego.
Mas... também, pra que me preocupar? Era o primeiro lugar, o primeiro trabalho que eu estava procurando.
Felipe pediu pra eu deixar o número de meu telefone, caso... ele decidisse sair do trabalho, ou se precisassem de mais uma pessoa... Ah! mas eu não tinha telefone. Então, falei que de vez em quando eu passaria para ver se não estavam precisando de alguém.
Voltei pro condomínio.... pensando, pensando. Tinha de ser rápida. Ficou claro pra mim que teria de encontrar outro tipo de trabalho. Não estava mais no interior onde a cada dois quarteirões há uma agropecuária, onde agricultores precisam de auxílio técnico...
Eu estava na cidade grande... no litoral... e de peixes eu não entendia nada... pelo menos de peixes de água salgada.
Eu ia conseguir encontrar uma solução... pra tudo há solução, não é?
O sol forte queimava....
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